Segundo o MP espanhol, o suposto esquema de sonegação de milhões de euros de Lionel Messi contava com a ocultação dos nomes dos verdadeiros donos de empresas registadas no Reino Unido, Suíça, Uruguai e Belize.
O MP espanhol afirma que o dinheiro foi encaminhado através de empresas britânicas e suíças e depois para empresas nos paraísos fiscais do Uruguai e Belize. Segundo o MP, esses países foram usados porque permitem estruturas corporativas opacas.
A propriedade das empresas supostamente usadas neste esquema foi ocultada pelo uso de, NOMEADOS (usados para ocultar a propriedade da empresa suíça Lazario GmbH e da empresa britânica Sidefloor Ltd). Os nomeados são pessoas listadas em documentos oficiais como proprietários ou diretores de uma empresa, mas que de facto apenas controlam a empresa em nome de outra pessoa através de acordos ocultos, os vulgarmente chamados, testas de ferro.
O dinheiro era encaminhado através de empresas “igualmente opacas”. A título de exemplo, uma empresa britânica chamada Sidefloor Ltd. Sidefloor que tem um único proprietário e diretor: Sr. Ayomide Otubanjo.
E é no Sr. Ayomide Otubanjo que encontrámos o ponto em comum entre Messi e seu esquema, e o SL Benfica.
Sr. Ayomide Otubanjo, tem inúmeras companhias que servem o mesmo propósito, lavagem de capital usando testas de ferro, ocultando o destinatário final do dinheiro.
Nas 28 companhias que encontrei pertencentes ao Sr. Ayomide Otubanjo, quatro delas chamaram-me a atenção;
Sidefloor Limited, Laco Sports LTD, Hanns Enterprises LTD e a Linerrom Limited, curiosamente, todas criadas no dia 28 de Maio de 2013.

E porque me chamaram a atenção estas 4 empresas? Pois bem, a Sidefloor Limited por estar associada ao escândalo de Leo Messi, e as restantes porque, de acordo com os documentos tornados públicos pelo Mercado de Benfica, o SL Benfica fez vários pagamentos a estas companhias a pedido do advogado Ariel Reck. Supostamente os pagamentos estão ligados a transferências de jogadores, nomeadamente Enzo Perez e Luís Fariña.
Enzo Perez
De notar que no caso de Enzo Perez, a renovação do contrato espelhado abaixo é datada de 24 de Março de 2013, mas o pagamento da suposta comissão do intermediário, ( Ayomide Otubanjo, representado pelo conhecido advogado Ariel Reck ) é datado de 28 de Março de 2014



O intuito de pagar a uma destas sociedades, é anonimizar o destinatário final do dinheiro, neste caso, Ariel Reck representa a sociedade que recebe o pagamento, escondendo o destinatário final, que é o empresário de Enzo Perez, Juan Pablo Rossi.

Luis Fariña
O caso de Luis Farina é ainda mais complicado de perceber, são feitos dois pagamentos a sociedades de Ayomide Otubanjo, novamente representadas por Ariel Reck no valor de 360 mil dólares à sociedade Laco Investments LTD.

E a outra sociedade chamada Lineroom Limited, com o mesmo valor.
Aqui n´O Polvo não se questiona a legalidade destas operações, no entanto, não deixa de ser curioso o uso destas sociedades, quando o pagamento de comissões a empresários de futebol reconhecidos pelas entidades que regulam o desporto Rei é banalíssimo. Curioso, é também o SL Benfica alinhar nestes “esquemas”. Conhecendo o histórico destas empresas, uma investigação tem de ser realizada.
Este artigo foi escrito por @RockaRolla_1974
