A edição de hoje do jornal Expresso revela que o José Silva tinha informado o Benfica de todas as buscas que iam ser realizadas. Segundo o Expresso, a Polícia Judiciária, na altura das buscas, encontrou no gabinete de Paulo Gonçalves cópias dos despachos do juiz de instrução do caso dos e-mails, sobre os pedidos de buscas que iam ser efetuadas.
Segundo fonte judicial do Expresso “o Benfica sabia por antecipação de todas as buscas da PJ ao clube. E fez até uma espécie de Briefing com os funcionários para saber como atuar. A fonte ainda acrescentou que “O clube começou a ter acesso ilegal aos processos desde o caso dos Vouchers, em 2016, o primeiro que incidiu sobre o clube”.
Este último parágrafo não é de estranhar porque como já disse aqui, o Luís Filipe Vieira já tinha conhecimento dos depoimentos dos árbitros antes deste prestar declarações à comissão de inquérito. Incrivelmente, mesmo sabendo que iam ser alvos de buscas, Paulo Gonçalves esqueceu-se de apagar as provas.
As reuniões com o escritório de advogados Vieira de Almeida
Portanto José Silva, que ficou em prisão preventiva no seguimento da operação e-toupeira, enviava essas informações a Paulo Gonçalves e indícios suplementares apontam que os documentos enviados tinham sido usados para reuniões preparatórias com o escritório de advogados Vieira de Almeida. Segundo a fonte judicial “Paulo Gonçalves tinha inclusivamente o print da primeira página do processo, com o número do preocesso e o nome dos suspeitos.”
Portanto, só que anda muito desatento, ainda acredita que o Benfica não esteja a par de todas as movimentações de Paulo Gonçalves. Até já tinham reuniões com os documentos do processo para puderem se defender. Como dizia o presidente do clube Luís Filipe Vieira, “estamos 10 anos à frente”.
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